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Curso Técnico Superior Profissional
Gestão de Organizações Sociais


Na atualidade a importância do sector da Economia Social emerge, tendo-se constatado que em 2010 (INE:2013), representou 2,8% do VAB nacional, 4,7% do emprego total e 5,5% do emprego remunerado. Em 2012, os serviços de ação e solidariedade social foram a principal atividade económica gerando 41,4% VAB da Economia Social. Segundo os dados do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social expressos na Carta Comum de Compromisso e Balanço (2013) , é evidente a crescente afirmação de atividades na área da Economia Social, nomeadamente, ao nível da rentabilização de recursos de mercado (capital humano, tecnológico, social e empresarial).

A Economia Social, constitui-se como uma área de especialização inteligente consignada no Programa Portugal 2020 e na Estratégia Nacional de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente (ENEI), sendo que na NUT II Alentejo, assume um carácter prioritário. Refere-se, complementarmente, que a nível regional, no Programa Operacional Regional do Alentejo , entre outros aspetos, a análise swot expressa “Boa cobertura territorial e de valências por parte das Organizações da Economia Social”, e um sistema ambiental como componente relevante do modelo de desenvolvimento da Região e suporte de atividades e serviços relacionados com o turismo e a economia verde e, bem como, estabelecimentos de ensino, instituições e equipamentos de saúde e ação social, que possibilitam o desenvolvimento de uma oferta coerente de serviços inovadores e especializados, designadamente, no domínio da Economia Social.

Tendo em conta a realidade atual portuguesa marcada diariamente por medidas de forte restrição orçamental em Portugal, exige-se que as organizações da sociedade civil estejam cada vez mais conscientes da necessidade de gerir com eficiência e eficácia os recursos que lhes são disponibilizados de forma a garantir a sua viabilidade económica. Num estudo efetuado por Márcia Santos, Raul Laureano e Maria João Machado (2014) em 61 IPSS permitiu concluir da aposta reforçada que tem sido feita recentemente ao nível de recursos humanos com formação na área da gestão. O que reforça a existência de uma necessidade constatada. A aposta é tanto mais visível em organizações com  quadros de recursos humanos mais alargados. Destacam-se ainda nas conclusões de que “(…) uma parte relevante destas entidades não apresenta uma maturidade elevada dos seus sistemas de contabilidade de gestão, potenciando desinteresse em candidaturas a projetos de financiamento no âmbito do desenvolvimento institucional nesta área das ferramentas de gestão” (Santos, M. et. Al. (2014). “Contabilidade de gestão no terceiro setor: estudo empírico em instituições particulares de solidariedade social” em Tourism& Management Studies, 10. (Special Issue). Pp: 79-87.
Num contexto em que a evolução dos problemas e das políticas sociais coloca estas organizações face a desafios cada vez mais difíceis de fazer mais com menos recursos, a questão da gestão sustentável destas organizações está na ordem do dia.
O desenho deste curso procura responder a estas necessidades de formação. A sua base principal é a prática de trabalho no terreno, ao longo das últimas décadas, com muitas organizações de economia social, nomeadamente no âmbito da parceria alargada que o IPBeja tem com IPSS e ADL da região e em que as necessidades de apoio à gestão neste tipo de instituições tem sido referenciada de forma frequente.
De acordo com o descrito, para uma necessária adequação às necessidades do mercado de trabalho regional, o formado em Apoio à Gestão de Organizações Sociais terá um perfil eminentemente prático com uma consistente formação nas áreas da economia, gestão e administração. Será um profissional com competências para ajudar a promover a criação, e/ou auxiliar na gestão, de projetos e organizações, com forte implicação territorial que possam dar respostas sociais sustentáveis. Este perfil pretende, deste modo, dar resposta às necessidades do mercado de trabalho decorrentes da conjuntura atual e do inscrito nos documentos enquadradores da ação nacional e regional. Por outro lado, de contactos estabelecidos  com dirigentes de organizações sociais da área de influência do IPBeja, em particular IPSS (s) de maior dimensão, foi acentuada a necessidade de formação de quadros com o leque de competências que agora se propõe, visando o apoio/assessoramento a essas direções, que recorde-se, funcionam na sua esmagadora maioria em regime de voluntariado.
Por último, saliente-se o facto do denominado Terceiro Sector, ser nos dias de hoje, e sobretudo nos concelhos mais deprimidos do ponto de vista socioeconómico, aquele que nos últimos anos mais tem crescido, com repercussões bastante acentuadas no desenvolvimento desses territórios, já que enquanto permite a resposta a problemáticas sociais, contribui para a criação de postos de trabalho, criando-se assim uma importante dinâmica de coesão social.





CANDIDATURA ONLINE

(para mais informações contactar os Serviços Académicos Setor II: 284314400)




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Ficha Técnica
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