IPBeja - Instituto Politécnico de Beja

História do IPBeja

Comparada com a longa história da região envolvente e das suas gentes, pode dizer-se que a história do Instituto Politécnico de Beja é muito recente. Contudo, é uma história intensa, rica em desafios e em experiências.

O Instituto Politécnico de Beja e as Escolas, que num primeiro momento o integraram, foi criado pelo Dec.-Lei nº 513-T/79 de 26 de Dezembro. O mesmo diploma regulamenta, igualmente, o regime de instalação dos estabelecimentos de Ensino Superior Politécnico, a definição do seu prazo de vigência que começa a vigorar com a tomada de posse das respectivas Comissões Instaladoras e as competências das mesmas.

Através do Desp. 171/MEC/87 de 17 de Julho foi nomeado o 1º Presidente da Comissão Instaladora do IPB, Professor Doutor Jacinto José Montalvão Santos e Silva Marques, cuja tomada de posse em 7 de Agosto de 1987 coincidiu com a entrada em funcionamento do Instituto.

A Escola Superior de Educação (ESEB) e a Escola Superior Agrária (ESAB) integram desde o seu início o Instituto Politécnico de Beja. Embora a sua criação datasse de 1979 e o arranque dos primeiros cursos estivesse previsto para 1980 e 1984, respectivamente (Dec.-Lei n.º 513-T/79 de 26 de Dezembro), a nomeação das suas Comissões Instaladoras só se verificou em 1985. A Comissão Instaladora da ESEB foi nomeada pelo Desp. n.º 146/ME/85 de 4 de Julho e a Comissão Instaladora da ESAB pelo Desp. nº 129/ME/85 de 4 de Julho.

As necessidades de formação a nível superior nos domínios da tecnologia e da gestão, sentidas com maior acuidade em certas regiões do país, e as reivindicações da comunidade económica e empresarial, justificaram a base do alargamento da área de actividade do Instituto Politécnico de Beja a outros domínios científicos e tecnológicos e a criação da Escola Superior de Tecnologia e de Gestão (ESTIG), Dec.-Lei n.º 40/91 de 21 de Janeiro.Embora o mesmo Decreto estipulasse no seu art.º 6 que ao Presidente do Instituto Politécnico de Beja competia nomear uma Comissão incumbida da instalação da ESTIG, só em 1995, pelo Desp. n.º 83-A/ME de 22 de Setembro foi nomeado o Director desta Escola.

De salientar que a ESTIG ao iniciar a sua actividade levou a que fossem transferidos da ESE os cursos de Técnicos de Turismo e Informática (Port.s n.os 1337/95 de 10 de Dezembro e 9/96 de 8 de Janeiro), e da ESAB o curso de Gestão de Empresas (Port. n.º 1333/95 de 9 de Novembro). Deste modo, a ESTIG iniciava as suas actividades lectivas no ano de 1995 com os três cursos, atrás referidos, aos quais se juntou ainda nesse ano o curso de Engenharia Civil, ramo de Topografia.

Finalmente, em 2002, a Escola Superior de Enfermagem (actualmente Escola Superior de Saúde) foi também integrada no Instituto Politécnico de Beja.

Actualmente o Instituto tem uma estrutura académica que inclui quatro Escolas – Escola Superior Agrária, Escola Superior de Educação, Escola Superior de Tecnologia e Gestão e a Escola Superior de Saúde – todas adequadamente equipadas para o desenvolvimento de aprendizagens activas baseadas em competências, com um elevado nível de autonomia, oferecendo um leque variado de cursos de formação inicial ( licenciaturas) e também de formação pós-graduada, a uma população de cerca de 3500 estudantes. Contando com uma equipa de cerca de 200 docentes e 120 elementos de apoio, a instituição tem como meta fundamental a promoção de um sólida formação científica e cultural assim como o desenvolvimento de competências técnicas e profissionais, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida.

O desafio da inovação, em particular ao nível da formação inicial (1º ciclo de Bolonha), reside na capacidade de encontrar um equilíbrio entre a formação cientifica e cultural e a formação profissional, que permita ao estudante prosseguir a sua formação ao longo de níveis e percursos de estudos flexíveis, ou a sua integração válida no mundo do trabalho.

Reconhecendo, porém, que no contexto das novas sociedades do baseadas no conhecimento, os actuais empregadores exigem competências profissionais e técnicas relevantes, tem sido dada particular atenção ao estabelecimento e reforço de ligações com empregadores locais, nacionais e internacionais, com a indústria e outras organizações nacionais e regionais. A fim de terem a possibilidade de aplicar a teoria à prática, em contextos reais, a maioria dos alunos realizam estágios práticos, quer como uma actividade integrada no curso, quer como um período complementar de formação profissional.

No começo do século XXI, e nunca perdendo de vista a sua missão principal – o desenvolvimento e a promoção regional – o Instituto Politécnico de Beja prepara-se, mais uma vez, para os desafios decorrentes da emergência de uma nova era global, determinado a vencer novas batalha para conquistar o futuro dos jovens estudantes, da região e da Europa. Um futuro talvez mais promissor mas, seguramente, bem mais complexo.

Actualmente as prioridades da agenda do Instituto Politécnico de Beja são as questões relacionadas com a internacionalização, a investigação e o desenvolvimento e garantia de qualidade, condições estruturantes para um real desenvolvimento regional no contexto da globalização e fundamentais para a implementação do processo de Bolonha e a consequente construção da Área Europeia do Ensino Superior – AEES, com o qual o Instituto se encontra fortemente envolvido.

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Ficha Técnica
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